Pinhais é um município brasileiro do estado do Paraná, localiza-se na Região Metropolitana de Curitiba. Tornou-se oficialmente um município em 1992, quando emancipou-se do município de Piraquara. Mesmo sendo o menor dos 399 municípios paranaenses, em área territorial, com 60,92 km², figura entre as 14 cidades mais populosas do estado, com uma população de 117.166 habitantes segundo dados do IBGE-2010.

Pinhais se destaca no cenário nacional e estadual, em uma pesquisa realizada pela revista Exame, a cidade foi relacionada entre as 100 melhores cidades brasileiras para se fazer negócios, é a 14° maior economia do Paraná, consolidando-se como um importante pólo de serviços e comércio da região. Destaca-se também por possuir o 14° melhor IDH do Paraná, mais recentemente foi apontada como tendo o 3° IFDM do estado, índice elaborado pela FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro que mede a qualidade de vida dos municípios brasileiros.

No cenário regional destaca-se por abrigar o Autódromo Internacional de Curitiba, o Expotrade, um dos maiores Centros de Convenções e Exposições do estado, a Granja do Canguiri, Residência Oficial do Governador do Paraná e por seus grandes condomínios horizontais, dentre os quais destacam-se o complexo Pineville e os loteamentos Alphaville Graciosa e Alphaville Pinheiros, ambos às margens da centenária Estrada da Graciosa.

Etimologia e símbolos culturais

O termo “Pinhais” provém da palavra pinus, porque durante seus primeiros anos, a região abrangia uma grande quantidade de pinheiros. A palavra ‘pinha’, descende do latim e significa pinus, como é chamado os pinheiros. Durante o início da povoação, Pinhais abrangia uma enorme quantidade de Pinheiros-do-Paraná (Araucaria angustifolia), árvore símbolo do estado paranaense. As criaturas responsáveis pela disseminação, ou seja, da plantação destas árvores são as gralhas-azuis, que ao alimentarem-se de pinhões acabam por semear a semente. A gralha-azul tornou-se um símbolo municipal sendo até mesmo citada no hino municipal de Pinhais. As araucárias foram empregadas na bandeira e no brasão do município.

Histórico

Por sua proximidade com Curitiba, o território do atual município de Pinhais acompanhou o correr dos fatos, durante a ocupação e desenvolvimento do planalto curitibano, tendo como centro a capital paranaense. Foi importante a construção da ferrovia Curitiba-Paranaguá, cortando a região na direção leste. Nas imediações de onde se situa a empresa Brasholanda, havia uma indústria cerâmica, de propriedade da família do sr. Joaquim Torres. A empresa foi adquirida, em meados de 1920, sob hipoteca, por Guilherme Weiss, que aperfeiçoou a técnica de produção. O conde Humberto Scarpa, genro de Guilherme Weiss, herdou a cerâmica, mantendo a produção até 1960. Mais tarde, organizou a imobiliária Rui Itiberê da Cunha, parcelando e pondo à venda as áreas de Weissópolis, Vargem Grande, Vila Esplanada e Vila Tarumã.

A história recente do município de Pinhais, liga-se com a história da ocupação urbana de Curitiba. Tendo como referência as políticas desenvolvimentistas adotadas no Brasil, em meados da década de 1950 em diante, o norte do Paraná foi cenário da expansão agrícola, inicialmente com o plantio de cafezais. O estímulo à agricultura graneleira (soja, trigo, milho e algodão), expandiu vertiginosamente a ocupação de terras no Estado, especialmente no norte novo e sudoeste, nas décadas de 1960 e 1970, consolidando o Paraná como o “Celeiro do Brasil”.

Esta agricultura expansiva, aliada à pecuária de corte, assentou-se na lavoura mecanizada, na formação de latifúndios, dispensando a mão-de-obra. Os trabalhadores rurais e mais os pequenos camponeses, expulsos do campo, viram-se na contingência de procurar a cidade, sempre num movimento da pequena para a média, e das médias cidades para os grandes centros urbanos.

Assim o município de Curitiba foi recebendo contingentes populacionais do interior do Estado, assim como de Santa Catarina, nestas últimas três décadas. Vinham atrás de empregos e outras oportunidades oferecidas pela grande cidade. Aliado a esses fenômenos, o controle do uso do solo urbano, desenvolvido pelo município de Curitiba, foi elevando o custo da terra, centrifugando a população de menor renda para a periferia, cada vez mais distante. Este processo de periferização atingiu as áreas limítrofes dos municípios vizinhos ao da capital, incluindo aí o atual município de Pinhais. Atualmente Pinhais constitui-se em um dos mais industrializados municípios do Estado.

Pela Lei Estadual nº 4.966, de 19 de novembro de 1964, sancionada pelo governador Ney Aminthas de Barros Braga, foi criado o Distrito Administrativo de Pinhais, e em 18 de março de 1992, através da Lei Estadual nº 9.906, assinada pelo governador Roberto Requião de Mello e Silva, o distrito foi elevado à categoria de município emancipado, cuja instalação deu-se em 1º de janeiro de 1993.

Estação Ferroviaria

A construção da Ferrovia Curitiba-Paraná em 1885 influenciou na formação de um pequeno povoado nas redondezas da estação de trem na região atualmente conhecida como Pinhais. Com base nos registros da Segunda Lei de Terras do Paraná, é possível trabalhar com a hipótese de que a Estação Ferroviária Pinhais tenha surgido para o tráfego do centro produtor de São José dos Pinhais, grande produtor de erva-mate, madeira e outras mercadorias. Esta teoria foi aceita pois a maioria dos registros sobre a Estação Pinhais da época, faziam menção à estrada que dava acesso à São José dos Pinhais. A construção da ferrovia e a inauguração da Estação Ferroviária Pinhais impulsionou a construção de uma pequena comunidade onde ficaram estabelecidos os responsáveis pela manutenção da estrada-de-ferro. Nesta época, já estavam estabelecidos um grupo de proprietários de terras na região. Estes, desenvolviam atividades de plantio e criavam animais, tendo como centro de consumo, a capital paranaense, localizada próxima à região. Estas propriedades localizavam-se próximas ao Rio Palmital, Atuba e Iraí.