Quanto mais as pessoas se concentram nas cidades, mais investimentos e infra-estrutura na área de Saúde Pública se fazem necessários.

Enquanto as pessoas estão na área rural, em contato com a natureza, muitos dos problemas que aparecem no corpo de uma pessoa são tratados com ervas, simpatias e repouso para poder o corpo se reequilibrar, recuperar novamente a sua condição física saudável. Somente nos casos em que não se consegue a cura ou alívio do mal que acomete o corpo, as pessoas procuram um atendimento mais especializado.

Quando as pessoas se concentram na vida agitada, principalmente das grandes cidades, esse contato com a natureza e com o próprio corpo diminui e daí qualquer problema de saúde se volta para procurar farmácia, posto de saúde, hospitais.

 Muitas vezes o que as pessoas procuram é ser ouvidas, receber um conselho, uma orientação. Mas há casos realmente sérios e aqui os desafios são enormes, porque muitas vezes os tratamentos especializados são caros e falta estrutura física e profissional para um atendimento adequado e igualitário para todos.

Winslow Charles Edward Armony – bacteriologista norte americano, em 1920 definiu Saúde Pública como sendo “a arte e a ciência de prevenir doenças, prolongar a vida, promover a saúde e a eficiência física e mental mediante o esforço organizado da comunidade, abrangendo o saneamento do meio, o controle das infecções, a educação dos indivíduos nos princípios de higiene pessoal, a organização dos serviços médicos e de enfermagem para diagnóstico precoce e pronto tratamento das doenças e o desenvolvimento de uma estrutura social que assegure a cada indivíduo na sociedade um padrão de vida adequado à manutenção da saúde”

Lendo essa definição, percebe-se que a Saúde Pública anda de mãos dadas com a Educação, porque uma comunidade tendo acesso à informação e ao conhecimento de como funciona o seu corpo, de como pode prevenir determinadas doenças, de como e o que precisa ter ou ser feito no ambiente onde ela mora para que possa ter acesso à água saudável e suficiente, onde e como ela pode se desfazer dos dejetos que podem ser criadouros de insetos, vermes, animais que podem causar doenças, essa comunidade terá menos pessoas doentes e os casos realmente graves, poderão ser atendidos com mais eficiência.

Mas quando olhamos a realidade de nosso país, percebe-se que tanto a Educação quanto a Saúde Pública quando se refere a investimentos, são as áreas que menos interesse despertam ou são os recursos mal aplicados ou surrupiados, porque não são investimentos  em “obras visíveis” , são investimentos que levam anos para aparecer depois de os recursos serem aplicados.

Mas trazendo a reflexão para o nosso dia-a-dia e para a nossa cidade:

  • Como você cuida da sua saúde e da saúde de sua família?
  • Você conhece o seu corpo e como funcionam todos os órgãos?
  • Quando os anos passam, os ciclos mudam , o seu corpo se altera, você consegue perceber essas mudanças?
  • Você tem telefone ou algu
    m contato sempre fácil para o caso de uma emergência?
  • Você sabe como funciona o sistema de saúde de sua cidade?
  • Você já visitou os postos de saúde e hospitais de sua cidade e conversou com os profissionais que ali trabalham e com as pessoas que os utilizam sobre o funcionamento e atendimentos dos mesmos?

Vejo essas questões como importantes para aprofundar nossas reflexões pessoais e comunitárias.  O nome é Saúde Pública, se é pública é nossa e se é nossa, precisamos nos inteirar de tudo o que diz respeito a ela, para assim também exigirmos que o acesso a ela  seja efetivo .

          Saúde Pública é uma importante estrutura dentro de uma cidade, porque ela é responsável pela prevenção, recuperação e manutenção da saúde de toda uma população local. É responsável pelos Postos de Saúde, pelos Hospitais e de diversos outros Centros, como Atendimento a Saúde Mental, Psicossocial e outros que se fizerem necessários.