Olhando a cidade como um ambiente vivo, podemos dizer que o vandalismo machuca a cidade. Toda vez que um bem público e até privado é atacado, riscado, quebrado, chutado, entortado, furado, arrancado do lugar onde deveria estar, é como se um pedaço do corpo da cidade fosse maculado.

Quando fazemos obras na cidade ou mesmo em nosso quintal ou casa, procuramos trabalhar de tal forma que oambiente sofra menos danos possível e fique mais bonito, mais agradável de se viver e desfrutar desse espaço ou paisagem. Agora, o vandalismo é um ato de violência gratuito, sem sentido e deixa o lugar, o objeto, ou determinado ambiente sujo, desprotegido e em alguns casos, podendo até causar danos maiores e graves par as pessoas ou meio ambiente no geral.

Para algumas pessoas, principalmente jovens, praticar atos de depredação é uma forma de autoafirmação, para alguns é ato de coragem ou rebeldia, para outros, como no caso dos pichadores , é mostrar, definir que ele ou um grupo específico domina determinado espaço. E há grupos, comunidades, que às vezes para serem ouvidos, até se organizam para provocar atos de vandalismo ou depredação, com o objetivo de reivindicar, exigir que as autoridades tomem providências para a resolução de algum problema ou conflito que afeta a comunidade. Há também algumas pessoas que tem em mente que o que é público não tem dono, não é de ninguém, então qualquer um pode fazer com o objeto, com o lugar o que bem quiser.

Em algumas cidades como São Paulo, são trocadas todos os dias uma média de 50 lixeiras públicas, porque todos os dias esse número de lixeira são destruídas, queimadas, ou são levadas por alguns moradores para casa para serem usadas como cestos para colocar roupas ou lixo. Em Goiânia, uma média de 100 mil reais são gastos mensalmente com reposição de objetos e equipamentos. Em Porto Alegre, todo mês 30% dos pontos de ônibus precisam ser arrumados. Em Curitiba, os gastos mensais com conserto de materiais públicos varia entre 150, a 200 mil reais mensais. Em Pinhais, os gastos na reforma e reposição do que é destruído pelo vandalismo ainda não consta como dado específico. Os consertos do que é danificado pelos vândalos entra no cronograma geral das obras realizadas na cidade. A maioria das cidades brasileiras não tem uma abordagem específica dos gastos referentes a essa questão.

Nas grandes cidades são retirados por vândalos; fios, lâmpadas, lixeiras, placas, cercas, postes das placas de sinalização de ruas, bancos de praças, brinquedos dos parquinhos, aparelhos de ginástica, calçadas, grama, árvore, jardins e até semáfaros são retirados e levados ou jogados pelas vias. Além disso tem as pixações nos muros, quadras de esporte, paredes de órgão públicos e particulares, pistas de skate, monumentos, escultura, vidros, etc.

E esses atos acontecem em várias regiões das cidades e são praticados por pessoas de todas as classes sociais.

Os gastos na recuperação de objetos e ambientes depredados é muito grande e consome parcelas significativas do orçamento das cidades . Recurso esse, que poderia ser investido na melhoria e na destinação desses mesmos objetos e espaços a mais pessoas em outras regiões das cidades, proporcionando mais qualidade de vida.

Na Legislação brasileira existe a Lei Federal 9605 de 12 de fevereiro de 1989, que prevê pena de 3 meses a 1 ano e multa que variam de R$ 1 mil a R$ 50 mil para quem for pego praticando atos de vandalismo.

A Guarda Municipal e a Polícia Militar, tem também como uma de suas atribuições, preservar os bens públicos e combater o vandalismo, repreendendo e orientando as pessoas que forem pegas praticando tais atos.

A população também pode proteger os espaços e equipamentos públicos, conversando com os que costumam praticar tais atos ou denunciando às autoridades competentes, para que providência sejam tomadas. Temos que ter em mente que o que é público é nosso. Somos nós que pagamos através de nossos impostos, então nada mais correto que cuidemos para que os objetos e ambientes públicos, permaneçam cada vez melhores e deixem a cidade cada vez mais bonita e nós estejamos satisfeitos por usufruir do que ela nos dispõe.