No mundo atual, no campo político, parece que as discussões ideológicas, já não se fazem presentes, parece que perderam o sentido. Tudo parece que já foi testado, estabelecido em algum lugar e se conhece os resultados. O que rola no campo político são as complexas relações de interesses pessoais, empresariais e financeiros, envolvendo alguns grupos que detêm o poder político ou financeiro, deixando a maioria das populações de fora dessas conversas.

Usa-se o termo “para o povo”, mas apenas com o objetivo de despertar neste povo, um certosentimento de pertencimento, participação, mas que na realidade se restringe ao momento do voto e depois a ações de colocar algumas “migalhas” no prato deste povo para que o mesmo se mantenha parcialmente satisfeito e continue acreditando que alguém eleito por ele, irá melhorar as coisas para ele que votou e não para uma cidade ou país como um todo.

Sabe-se que nem sempre a vontade de quem está no poder é garantia para mudar a direção dos acontecimentos e ações numa cidade, estado ou país. Aparecem pressões enormes, vindas de vários setores, limitando as ações e decisões dos prefeitos, governadores e presidente.

Percebe-se também que o povo está acuado e sem ânimo para se reunir e pensar novas e criativas formas de participação e ação. Não há necessidade de se inventar nada, apenas perceber, conhecer, analisar o que existe, o que está sendo feito nas relações e ações políticas de seu município, estado e país e de forma criativa e insistente se preparar e agir para mudar essas relações e organização da estrutura política e de como todas as pessoas de uma comunidade, cidade ou país podem se engajar e de forma concreta, participar das decisões e ações que envolvem a sua vida na cidade.

Observa-se mudanças rápidas, não somente na tecnologia, na organização do trabalho, mas também no modo de ser e conviver em sociedade. Uma cidade é formada de pessoas que habitam determinado espaço ou ali realizam suas mais diversas atividades. E ninguém melhor para decidir como quer que esse espaço seja organizado do que as pessoas que utilizam ou moram nesses locais.

Para que isso comece a ocorrer, o jogo escuso do velho sistema político, que ainda viceja na época das eleições, na escolha dos candidatos a cargos legislativos e executivos precisa se reestruturar de tal forma que cada vez mais todos os cidadãos possam opinar e decidir o que será feito na cidade, que caminhos ela vai seguir e quem ficará responsável para administrar o que pode ou não acontecer sem ficar pedindo bênçãos de instâncias superiores ou fazendo o jogo de especuladores.

Para refletir:

  •  Você sabe o que é cidadania?
  • De que forma você participa das decisões em sua comunidade ou cidade?
  • Você acompanha as decisões e ações políticas, sociais, de organização e ocupação do espaço da sua cidade?
  • Na sua opinião, como poderia aumentar a participação das pessoas nas decisões sobre as ações a serem feitas na cidade?

 

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