Desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, equilíbrio sustentável, são palavras que hoje ecoam em toda parte. Empresas públicas e privadas, todas querem ter o selo de boas práticas voltadas para essa questão de desenvolvimento, progresso, inovação, tecnologia aliada ao cuidado com a natureza, com os ecossistemas onde estão inseridas.


Há alguns anos atrás Curitiba recebeu o selo de Cidade Ecológica, pois elaborou projetos, onde áreas antes usadas para exploração de areia e pedras usadas na construção da cidade foram transformadas em parques públicos e que hoje são pontos de encontro da população da cidade e de outras cidades da região.Investiu na conscientização da população sobre a separação e coleta seletiva de lixo sendo exemplo para outras cidades. Mas a qualidade de vida da população não melhorou porque a fama de cidade ecológica atraiu também um número cada vez maior de pessoas, que sonhando com essa Curitiba bonita e que cuida do meio ambiente foram chegando e se instalando pelos bairros que não apresentavam toda essa infra-estrutura que era mostrada pela propaganda.

Não encontrando lugar na Capital, a população dirigiu-se para as cidades ao redor d

e Curitiba, que apresentavam ainda menos infra-estrutura para receber essa população e foram sendo ocupadas de forma desordenada, comprometendo o meio ambiente com desmatamentos, poluição de rios, esgoto, lixo, e construções em áreas de risco.

Pinhais também sofreu esse inchaço populacional, crescendo de forma

desordenada o que acarreta alguns transtornos nos dias atuais, principalmente quanto as vias de trafego, com ruas muito estreitas, construções irregulares, ocupação de áreas de manancial, beiras de rios, etc.

Nos anos recentes, através de um planejamento focando essa questão da sustentabilidade, a administração pública municipal se pôs a desenvolver e organizar o espaço do município olhando a questão do meio ambiente e da qualidade de vida de sua população.

Percebe-se um grande esforço da administração neste sentido, mas fica a pergunta: e as empresas que estão vindo se instalar na região de Pinhais tem essa visão também? Reciclam a água, esgoto e outros produtos sem poluírem os rios, o ar, o solo? As construtoras que estão construindo os edifícios e os micro condomínios pela cidade estão utilizando práticas sustentáveis? Esses edifícios estão sendo construídos com técnicas, equipamentos, funções que visem um menor consumo de energia e água? São edifícios ecologicamente corretos, modernos, onde a água da chuva possa ser aproveitada e a água utilizada pelos moradores possa ser reaproveitada? São destinados espaços dentro dos edifícios ou ao redor deles para que áreas verdes, hortas, pomares, jardins possam ser cultivados e preservados? Há espaço nessas construções para que as pessoas possam se encontrar como pequenas comunidades, onde crianças possam brincar, idosos se reunirem para conversar?

Se não há essas e outras práticas sendo contempladas, então não está havendo um desenvolvimento sustentável e, Pinhais , com o aumento populacional que está tendo, corre sérios riscos na questão da qualidade de vida de sua população e na própria sustentação da infra-estrutura cuja demanda aumenta com o aumento de pessoas na região.

Há no mundo projetos inovadores e muito interessantes de edifícios modernos e voltados para práticas sustentáveis. Que tal os engenheiros, arquitetos e empresários da construção civil , que estão investindo em Pinhais ou desejam investir no município ousarem um pouco e procurarem inovar nas edificações com construção de obras e edifícios sustentáveis e harmoniosos com a natureza e qualidade de vida das pessoas e serem assim exemplos para a Região Metropolitana de Curitiba.

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