Há muitos anos atrás se achava que somente os homens entendiam da arte de governar e de atuar nas mais diversas instâncias da sociedade. Mas as mulheres, aos poucos foram saindo do confinamento a que foram submetidas e começaram a ocupar os espaços de poder. Nunca houve tantas governantes no mundo como nos dias atuais.

Vivemos num mundo onde as mudanças pedem uma solução para os mais diferentes problemas, que parecem sufocar a humanidade. Violências gratuitas, drogas, corrupção, consumismo, descaso com a vida, com a natureza, com as relações humanas familiares e sociais . E as mulheres com sua intuição, seu acolhimento, sua sociabilidade, moralidade e empatia, podem dar uma nova cara ao poder, porque enquanto os hormônios masculinos premiam e buscam a competição, os hormônios femininos se sentem recompensados buscando a cooperação.

Durante essa luta das mulheres para ocupar os espaços que foram masculinizados em vários campos da sociedade elas tiveram que se tornar radicais, chegando ao ponto de se achar por algumas décadas, que a mulher precisaria ter o mesmo comportamento masculino para chegar aos postos que eram ocupados somente por homens. Graças à persistência feminina, essa visão caiu por terra e hoje cada vez mais se percebe que basta ser mulher e acreditar em um ideal e ter propósitos firmes para trilhar os mais diferentes caminhos, não como opositoras aos homens, mas como pessoas que com seu modo de ser físico e psicológico distinto dos mesmos, se juntam para ocupar todos os espaços de trabalho e poder, construindo assim um mundo onde a marca da discriminação de gênero realmente desapareça. Mas a luta ainda persiste, porque olhando os diversos países, apenas 20% dos cargos legislativos são ocupados por mulheres.

No Brasil, não é diferente, porque embora os partidos políticos tenham cotas para a participação das mulheres, elas ainda se sentem acanhadas nesse mundo que lhes parece estranho. E a população no geral, também ainda tem uma certa rejeição e prefere homens como representantes. Mas para reduzir esse preconceito, basta mais mulheres se integrarem nas discussões e participações ativas no campo político.

E todas as mulheres podem participar e ser líderes em suas comunidades e cidades, sejam elas mulheres profissionais com atuação em empresas públicas ou privadas, autônomas, ou sejam elas “donas de casa”, mulheres que por opção estão trabalhando em seus lares cuidando dos filhos e de sua casa;

Como mulher, esposa, mãe e profissional eu vejo que a sociedade fica mais justa e mais inteligente quando as mulheres se põem em ação. Somos as donas da vida, responsáveis por trazer a este mundo a vida, seja de homens ou mulheres e temos todo o dever e o direito de zelar por essas e todas as vidas em todas as instâncias e situações.

Lembrando que no dia 8 de Março, é celebado o dia Internacional da Mulher, homanagem mais que merecida.

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