Modelo Cívico-Militar em Debate: Votação Decisiva nas Escolas de Pinhais

14 nov, 2023

O Governo do Paraná, liderado por Ratinho Jr., propôs a transformação de 127 colégios estaduais em instituições cívico-militares, incluindo escolas na cidade de Pinhais. Esta mudança está sujeita a uma consulta pública, onde a população poderá votar nos dias 28 e 29 de novembro. Em Pinhais, as escolas envolvidas na votação são o Colégio Estadual Oscar Joseph de Plácido e Silva, Colégio Estadual Walde Rosi Galvão, Colégio Estadual Daniel Rocha e Colégio Estadual Leocádia Braga Ramos.

A votação para decidir sobre a implementação do modelo cívico-militar nas escolas estaduais do Paraná, incluindo as de Pinhais, é uma parte crucial do processo proposto pelo governo estadual. Esta consulta pública está programada para ocorrer nos dias 28 e 29 de novembro nas escolas listadas para possível conversão ao modelo cívico-militar.

Durante a votação, membros da comunidade escolar, que incluem professores, funcionários, pais de alunos matriculados e estudantes maiores de 16 anos, terão a oportunidade de expressar sua opinião sobre a mudança. É importante que os participantes apresentem um documento de identificação com foto para votar. No caso de pais ou responsáveis, eles terão direito a um voto por cada filho menor de idade matriculado na escola.

O quórum necessário para validar a consulta é a maioria dos votantes aptos. O voto será secreto, garantindo a privacidade e a independência da escolha de cada participante. Caso não seja alcançado o quórum necessário na primeira rodada de votação, uma nova consulta poderá ser realizada no dia seguinte, 30 de novembro.

Por outro lado, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) expressou forte oposição à proposta do governo de Ratinho Jr. de militarizar 127 escolas estaduais, incluindo as de Pinhais, em um período de apenas 15 dias. A APP-Sindicato critica duramente o modelo cívico-militar, argumentando que ele não trouxe resultados positivos nas escolas onde já foi implementado. Pelo contrário, o sindicato aponta para episódios de violência contra menores, abuso de autoridade e a erosão da gestão democrática nas escolas que adotaram este modelo.

A militarização, segundo a APP-Sindicato, também implica o fim do ensino noturno, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de cursos técnicos. Além disso, a direção das escolas deixa de ser eleita pela comunidade e passa a ser indicada pelo governo. O sindicato também critica as normas arbitrárias impostas aos estudantes, como cortes de cabelo específicos, e alega que as escolas perdem sua identidade sem receber recursos adicionais, exceto pela gratificação paga aos militares aposentados.

A APP-Sindicato repudia a ampliação deste programa, considerando-o ineficaz e autoritário, violando princípios constitucionais e não estando previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. O sindicato planeja organizar ações de comunicação e mobilização em todas as cidades afetadas para evitar o que considera um grande retrocesso na luta por uma educação pública de qualidade, democrática e humanizada.

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